Deep Inside
Pensamentos, poemas, textos e afins...
sábado, 5 de setembro de 2009
Intuição
E esse evento, esse minusculo e curioso evento, consegue mudar a vida de milhares de pinguins, que a partir desse momento sabem que chegou a hora. Chegou a hora de partir para paragens ainda mais inóspitas para procederem à aventura anual da procriação.
É assim há milhares de anos. O gelo estala e eles partem para só voltarem tempos depois com mais um filho, mais um espécime da sua raça. É assim há milhares de anos. E assim continuará a ser.
O Homem tem capacidades intuitivas extraordinárias. Consegue intuir que chegou a hora. E é assim há milhares de anos. Mas o Homem julga. O Homen escolhe acreditar que não é capaz, e mesmo que seja capaz, que a intuição não é coisa boa. Por isso tapa. Por isso bloqueia.
O Homen bloqueia a sua capacidade mais magnânima. A sua capacidade de andar antes do tempo e de cuidar para que tudo possa acontecer como tem de acontecer, pelo simples facto de ele ter intuído...
O Homem tem tendência para bloquear não só essa mas quase todas as suas capacidades.
"eu não sou capaz"
"eu não mereço"
"isto é bom demais para mim"
São frases que ditas milhares de vezes, arriscam-se a tornarem-se realidade.
Acredita na tua intuição. Ela é poderosa e transmutadora!
Podes não acreditar em mais nada, mas acredita na tua intuição.
Ela pode não mudar o mundo, mas com certeza mudará o Teu mundo.
E isso já é mais do que suficiente."
por: Alexandra Solnado
Sentir
É o que mais pode doer.
É o que mais parece aproximar-se do fim.
Sentir, emocionar-se até à última, até às suas últimas gotas de sangue, de suor.
E depois desse tormento, depois de aguentar as fustigantes águas de emoção – depois de ela se ir embora à custa de tanto doer, essa sensação de tranquilidade é libertadora.
O ser vive as suas emoções até ao fim. Sofre, chora, não porque se sente atraído pela dor, mas porque entende que passar por isso é a única forma de se livrar dela.
O ser passa pelas emoções todas por que deve passar, faz o seu luto, e só então ergue a cabeça para novas caminhadas.
Esse é o sentido da perda.
Parar. Parar para se emocionar…Parar para passar por todas as emoções, para depois seguir o caminho com a lição aprendida.
Cada lição aprendida, representa mais uma oportunidade de, a cada bifurcação da vida, poder escolher tomando como parâmetro quem o ser verdadeiramente é."
por: Alexandra Solnado
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
O que é o Budismo?
Por não me conseguir encaixar plenamente em qualquer religião mas por me sentir algo espiritual, resolvi procurar aquilo que penso que mais se assemelha à minha filosofia de vida e foi então que lendo e relendo, pesquisando aqui e ali me revi em muitos pontos naquilo a que se dá o nome de "Budismo".
Budismo é uma religião e/ou uma filosofia baseadas nos ensinamentos deixados por Sidarta Gautama, ou Shakyamuni (o sábio do clã dos Shakya), o Buda histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. no Nepal. De lá o budismo espalhou-se através da Índia, Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka (antigo Ceilão), Sudeste Asiático como também para países do Leste Asiático, incluindo China, Myanmar, Coreia, Vietnam e Japão. Hoje o budismo encontra-se em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas, e conta com cerca de 376 milhões de seguidores.
Os ensinamentos básicos do budismo são:
-evitar o mal,
-fazer o bem e
-cultivar a própria mente.
O objetivo é o fim do ciclo de sofrimento, "samsara", despertando no praticante o entendimento da realidade última - o Nirvana.
O ponto de partida do budismo é a percepção de que o sentido de posse causa inevitavelmente a dor.
Deve-se portanto eliminar esse sentido para se eliminar a dor. Com a eliminação da dor, é possiel atingir a paz interior, que é o mais próximo da felicidade.
A moral budista é baseada nos princípios de preservação da vida e moderação. O treinamento mental foca na disciplina moral (sila), concentração meditativa (samadhi), e sabedoria (prajña).
Apesar do budismo não negar a existência de seres sobrenaturais (de facto, há muitas referências nas escrituras Budistas), ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento a esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum às religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamismo).
Outro conceito importante, que de certa forma sintetiza a cosmovisão budista, é o das três marcas da existência:
-a insatisfação (Dukkha);
-a impermanência (Anicca);
-a ausência de um "eu" independente (Anatta).
AS ESCOLAS
O budismo dividiu-se em várias escolas, das quais algumas vieram a extinguir-se.
A principal divisão actualmente existente é entre a escola Theravada e as linhagens Mahayana e Vajrayana.
As escolas mais expressivas na atualidade são:
- Theravada, estabelecida no sudeste asiático; - Zen japonês e Chan chinês, escolas com ênfase na meditação .
Há muita polêmica e confusão no ocidente em torno do budismo, devido principalmente à falta de informação correta. Muitos movimentos esoteristas e sincréticos procuram apresentar-se como "verdadeiros budismos", "adaptações para o Ocidente" etc.
Frequentemente questiona-se quanto ao budismo ser ou não uma religião (por não aceitar a existência de um deus criador do mundo).
ESCRITURAS
Buda não deixou nada escrito!
De acordo com a tradição budista, ainda no próprio ano em que o Buda faleceu teria sido realizado um concílio na cidade de Rajaghra onde discípulos do Buda recitaram os ensinamentos perante uma assembléia de monges que os transmitiram de forma oral aos seus discípulos.
Porém, a historicidade deste concílio é alvo de debate: para alguns este relato não passa de uma forma de legitimação posterior da autenticidade das escrituras.
Por volta do século I a.C. os ensinamentos do Buda começaram a ser escritos. Um dos primeiros lugares onde se escreveram esses ensinamentos foi no Sri Lanka, onde se constitui o denominado Cânone Pali.
O Cânone Pali é considerado pela tradição Theravada como contendo os textos que se aproximam mais dos ensinamentos de Buda. Não existe contudo no budismo um livro sagrado como a Bíblia ou o Alcorão que seja igual para todos os crentes; para além do Cânone Pali, existem outros cânones budistas, como o chinês e o tibetano.
O cânone budista divide-se em três grupos de textos, denominado "Triplo Cesto de Flores" (tipitaka em pali e tripitaka em sânscrito):
Quando se verificou a ascensão do budismo Mahayana, esta tradição alegou que Buda ensinou outras doutrinas que permaneceram ocultas até que o mundo estivesse pronto para recebê-las; desta forma a tradição Mahayana inclui outros textos que não se encontram no Theravada.
SIMBOLOS DO BUDISMO
A flor de lótus é um dos símbolos mais amplamente usados no budismo. Representa a lei de causa e efeito, já que o lótus seria a única planta em que flor (efeito) e semente (causa) surgem ao mesmo tempo.
Temos, ainda, a roda do Dharma. Diz-se que foi no primeiro sermão de Buda, feito para os cinco primeiros seguidores, no Parque dos Cerdos, em Varanasi, Benares, que a Roda do Dharma foi girada pela primeira vez. Também é conhecida como Roda da Lei.
Por último, a cruz suástica. O símbolo foi incorporado, desde a Dinastia Liao, nos ideogramas chineses, com o sinal representativo 萬 ou 万 (wan, em chinês; man, em japonês; van, em vietnamita), significando algo como "tudo" ou "eternidade", mas o desenho 卐 (suástica virada à direita) é raramente usado. A suástica marca as fachadas de muitos templos budistas. As suásticas (qualquer das duas variantes) costumam ser desenhadas no peito de muitas esculturas de Buda, e freqüentemente aparece ao pé da estatua de Buda.
Devido à associação da suástica voltada para a direita com o nazismo após a segunda metade do século XX, a suástica budista, fora da Índia, tem sido utilizada apenas na sua forma (卍) virada para a esquerda. Esta forma da suástica é comum, também, nas caixas de comida chinesa, indicando que a comida é vegetariana, e pode ser comida por budistas de princípios mais rígidos.
Também é bordado com freqüência nos colarinhos das blusas das crianças chinesas, para os proteger de maus espíritos. A suástica, usada na arte e escultura budistas, é conhecida dentro da língua japonesa como "manji" (que, literalmente, pode ser traduzido como: caractere chinês para eternidade - 万字), e representa o Dharma, a harmonia universal, o equilíbrio dos opostos. O símbolo virado à esquerda representa amor e piedade; voltado para a direita é força e inteligência.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
BOAS FESTAS
E que este Mundo em que vivemos sofra algumas mudanças para que a humanidade possa evoluir em uníssono...
Um abraço fechado
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Ainda Sobre Mantras

A repetição dos mantras é designada em linguagem sanscrita por Japa, existindo três tipos de Japas:
Vaikhar Japa: É a técnica mais básica de meditação. Corresponde à repetição dos mantras em voz alta.
Upmansu Japa: Corresponde ao nível intermédio de meditação. É pronunciado em sussurro, de forma a que seja ouvido, apenas, por quem medita.
Manasika Japa: Este é o nível mais elevado de Japa. Corresponde a uma pronunciação mental dos mantras.
A técnica de Japa pode ser realizada com recurso às designadas malas, que correspondem a um cordão de esferas semelhante a um rosário, que servem para auxiliar no cântico dos mantras. As malas são, geralmente, formadas 108 esferas, ou por um número múltiplo de 9.
A título de curiosidade, é interessante reparar que certas palavras usadas nas religiões ocidentais, como Ámen e Aleluia, são pronunciadas de forma semelhante à dos mantras. Estas e outras palavras são consideradas, por alguns orientais, como os mantras do mundo ocidental.
Mantras e Meditação

Os povos orientais ancestrais acreditavam que tudo o que existe são vibrações energéticas expressas de diferentes formas e que a matéria física não passa de uma densificação dessas vibrações…
No seguimento deste raciocínio esses povos acreditavam que a repetição de certas expressões sonoras de forma ritmada corresponde a uma poderosa alquimia sobre o corpo e a mente o que, subsequentemente, se reflecte em manifestações no ambiente que envolve quem os pronuncia e o seu circulo… É neste contexto que podem ser enquadrados os tão badalados mantras..
Importa, contudo, dizer que os mantras cabem dentro de um conceito muito maior … a meditação…
A meditação corresponde a uma técnica ancestral, muito comum, sobretudo no Tibete e na Índia, que recorre à repetição de sons, sílabas ou conjuntos de palavras com significado fonético e conteúdo próprio.
As ciências modernas já confirmaram que sons influenciam a química do corpo e da mente.
A meditação com mantras é, tradicionalmente, pronunciada em linguagem sascrita (linguagem primordial da Índia), contudo, não tem obrigatoriamente de assim ser.
Para além do Tara Verde, existem numerosos outros mantras que podem ser pronunciados durante a meditação, cada qual com um poder, significado e vibração especifica. São exemplos dos mantras mais comuns as seguintes sucessões de palavras:
Om
Om Tat Sat
Om Namah Shivaya
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Om tare tuttare ture soha
Um dos que gosto mesmo muito é o da Tara Verde ou mantra of Joy.
(Sânscrito: Syamatara; Tibetano: Sgrol-ljang)

Tara está sentada sobre um lotus que é uma linda flor que nasce da lama. No Budismo o lotus representa o caminho que a Mente Iluminada toma a partir da lama do mundo.
Existem 21 taras diferentes, cada uma com o seu nome, cor, simbolismo e mantra respectivo... A Tara Verde é a principal e todas as outras são manifestações dela.
Um abraço fechado e até uma próxima...